Um estudo feito nos Estados Unidos identificou quais tipos de calçado aparecem com mais frequência em atendimentos de emergência por acidentes. A análise usou registros do sistema NEISS entre 2021 e 2025, ligado à Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA, e foi divulgada pelo escritório Maison Law. Os chinelos de uso doméstico tiveram a maior proporção de casos graves e internações: cerca de 20.750 atendimentos, 23,3% com hospitalização e aproximadamente 32% com fraturas. A cabeça foi a região mais afetada nesse grupo.

As botas somaram cerca de 20.840 atendimentos, mas com proporção menor de internações, de 7,9%, e 11,8% de fraturas, concentradas nos pés. Já os chinelos de dedo ficaram em terceiro lugar, com aproximadamente 16.083 idas à emergência, 11,3% de internações e 26,8% de fraturas, também com os pés como área mais atingida. O levantamento ainda avaliou sandálias, saltos altos e tênis esportivos.

Ao considerar a gravidade, os chinelos domésticos voltaram a liderar: 40,3% das ocorrências foram classificadas como graves, com estimativa de 8.359 lesões graves por ano. Os chinelos de dedo apareceram em segundo, com 30,9% de casos graves e cerca de 4.965 ocorrências anuais. Os pesquisadores ressaltam que os dados não provam relação direta de causa e efeito nem levam em conta quantas pessoas usam cada modelo.

A recomendação para prevenir quedas é escolher calçados que se ajustem bem aos pés, ofereçam estabilidade e tenham solado antiderrapante, especialmente em casa e para quem tem dificuldades de equilíbrio ou mobilidade. O CDC alerta que quedas estão entre as principais causas de lesões em pessoas com 65 anos ou mais e podem reduzir a mobilidade e a independência.