Representantes de clubes de futebol brasileiro estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3) para contestar a medida provisória que proíbe as apostas esportivas online, as bets. Eles alegam que a mudança legal pode causar perdas milionárias e quebrar contratos firmados com base na legislação anterior.

O vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, afirmou que o clube estruturou seu orçamento para os próximos anos contando com a regulamentação aprovada pelo governo. Com o fim das bets, a estimativa é de um rombo anual de R$ 430 milhões. Ele questionou quem vai arcar com as obrigações financeiras já assumidas.

Willeman também criticou a proibição total como saída mais fácil, defendendo uma regulação mais eficiente para combater os problemas do setor. Já o representante do Fluminense, Matheus Montenegro, destacou que a venda de jogadores é a principal fonte de receita afetada, além da folha salarial, e que os clubes não terão tempo de se adaptar.

Com 14 clubes buscando novos patrocínios ao mesmo tempo, Montenegro alertou para a desvalorização dos ativos no mercado. As entidades pedem que o STF garanta segurança jurídica para os contratos já assinados.

A ação ocorre em meio a um debate nacional sobre os impactos sociais e econômicos das apostas online, que levou o governo a editar a MP. Os clubes, no entanto, argumentam que a medida é drástica e prejudicial ao esporte.