A Comissão Eleitoral de Israel informou nesta quarta-feira que não encontrou qualquer evidência de fraude ou manipulação nas eleições parlamentares de 27 de outubro. A declaração responde diretamente às acusações feitas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e por seu partido, o Likud, contra as legendas árabes.

Segundo o órgão, foram vistoriadas mais de 9 mil urnas em um procedimento considerado inédito. “Todas as reclamações foram analisadas e nada indica dano à integridade do pleito”, afirmou a comissão em nota oficial.

A auditoria acontece em meio à crise política. Netanyahyu havia criticado o desempenho dos partidos árabes, que ajudaram a tirar a maioria de seu grupo no Parlamento. A procuradora-geral chegou a pedir que o diretor do serviço de segurança interna apresentasse provas para sustentar as denúncias.

Agora, o presidente Isaac Herzog iniciou consultas com as siglas do Knesset para indicar quem tentará formar o novo governo até 11 de novembro. Nenhuma legenda alcançou as 61 cadeiras necessárias. Os aliados do atual premiê ficaram com 53 assentos, a oposição com 48 e os partidos árabes com 19.

A oposição, liderada pelo ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot, negocia apoio árabe para articular um “governo de emergência nacional”. Se conseguir os votos, pode encerrar o ciclo de Netanyahu, que já é o premiê mais longevo da história de Israel.