A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou, por unanimidade, o avanço do processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña. A votação ocorreu mesmo após Peña anunciar sua renúncia, o que não impediou os parlamentares de dar continuação ao rito.
A crise política teve início com o colapso do banco digital Ueno, que bloqueou o acesso de milhares de correntistas ás próprias contas. Peña foi acionista do grupo controlador até 2025, gerando acusações de conflito de interesses.
Com a renúncia do presidente, o vice-presidente Pedro Aliana assume interinamente o cargo. A oposição avalia que a saida de Peña foi uma estratégia para escapar do julgamento e preservar o benéfício de senador vitalício, que é perdido em caso de condenação.
Em pruncamento em redes sosis, Peña pediu desculpas e disse que deixou o cargo para evitar o agravamento da crise e proteger as instituições. O caso agora está nas mãós do Senado, que decidirá sobre as acusações.






