Oito executivos do Ueno Bank foram presos no Paraguai sob suspeita de fraudes. A operação ocorreu depois que o Banco Central do país determinou o encerramento das atividades da instituição, na madrugada de quarta-feira (4), por descumprimento do índice mínimo de solvência.

Entre os detidos estão dois brasileiros ou com passagem pelo Brasil: Diego Duarte Schussmuller e Alejandro Gómez. Schussmuller foi analista do Citibank no Brasil e integrou o conselho do Banco Central do Paraguai. Gómez trabalhou como diretor de crédito do HSBC em São Paulo e atuou na Standard & Poor’s.

A crise no Ueno Bank também teve reflexo político. O presidente paraguaio, Santiago Peña, deixou o cargo nesta quinta-feira (5). Ele havia sido investidor da holding do banco até março de 2025. O juiz penal de garantias Rodrigo Estigarribia ordenou a prisão preventiva de nomes centrais do escândalo.

Entre os principais presos estão Juan Manuel Gustale Cardoni (presidente do banco), Federico Miguel Vázquez Villasanti (fundador e primeiro vice-presidente) e Diana Leticia Mongelós González (segunda vice-presidente). A investigação segue para apurar o rombo e possíveis ligações com outras instituições.