Nathalia Gadelha Filgueiras, 20, estava entre os nove ocupantes mortos na queda de um jato particular Learjet 60 na tarde de domingo (1º), em Greenacres, no condado de Palm Beach, Flórida. A aeronave havia decolado do Texas com destino às Bahamas e caiu em uma área residencial, pegando fogo e deixando destroços e uma cratera em chamas em uma via pública. Ninguém em solo morreu ou ficou ferido.
Nascida nos Estados Unidos e com cidadania brasileira, Nathalia morava com a família em Boca Raton e trabalhava como copilota na Upper Jets, empresa de fretamento de aeronaves particulares sediada em Fort Lauderdale. Segundo a mãe, Camila Corteleti, ela se interessou pela aviação na infância, ao acompanhar o pai, piloto recreativo, e obteve a licença de piloto privado aos 17 anos. A jovem acumulava mais de 1.300 horas de voo.
Relatos da imprensa americana e áudios do controle de tráfego aéreo indicam que a tripulação enfrentou chuva, formação de gelo e turbulência moderada. Um pedido de socorro foi emitido pouco depois, e uma voz feminina, ainda não identificada oficialmente, alertou que a aeronave perdia altitude rapidamente. A mãe afirmou que Nathalia era a copilota e não podia tomar decisões; a identidade da voz não foi confirmada pelas autoridades.
As causas do acidente ainda não foram determinadas. A FAA e o NTSB investigam as condições meteorológicas, as comunicações da tripulação e o comportamento da aeronave antes da queda. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, pediu cautela diante das especulações e disse que a jovem "estava fazendo o trabalho dela".
O Learjet 60 caiu em uma via pública de Greenacres e deixou uma cratera em chamas, além de destroços espalhados pela região. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da tragédia.






