A Coreia do Norte negou envolvimento no furto de US$ 6,3 bilhões da corretora de criptomoedas Binance e classificou como “retórica absurda” a acusação do FBI de que o ataque partiu do grupo TraderTraitor, ligado a Pyongyang. A resposta foi divulgada pela agência estatal KCNA e atribuída a Kim Yo-Jong, irmã do líder Kim Jong-Un.

Segundo Kim Yo-Jong, Washington tenta rotular a Coreia do Norte como “Estado cibercriminoso” e pressionar a opinião pública internacional. Ela disse que a acusação é uma provocação política. O FBI já havia atribuído ao mesmo grupo o roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit em fevereiro de 2025.

Especialistas em segurança cibernética afirmam que hackers norte-coreanos estão entre os mais ativos em roubos de criptomoedas e que os recursos ajudam a financiar programas de armas nucleares e mísseis. A Elliptic estima US$ 7,6 bilhões roubados por grupos ligados ao país neste ano; a Chainalysis aponta que 89% das perdas em invasões de criptoativos em 2026 foram associadas à Coreia do Norte.

Analistas dizem que a lavagem dos US$ 6,3 bilhões pode levar meses ou anos, com divisão dos tokens em milhares de carteiras e uso de plataformas como a Tron. A Binance afirmou que vai reembolsar os usuários com recursos próprios e que 95% dos tokens afetados já foram repostos, segundo seu co-CEO, Richard Tang.