A cláusula de barreira foi criada em 2017 com o objetivo de reduzir o número de partidos políticos no Brasil. Nos primeiros anos, seis legendas foram extintas, mas o movimento perdeu força com a criação das federações partidárias e decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Partidos que não atingiram os votos necessários nas últimas eleições, como Solidariedade, PRD e Avante, estão tentando se unir em federações para superar a cláusula. O TSE ainda avalia a possibilidade de permitir a entrada de novas siglas em federações já formadas, o que pode garantir a sobrevivência dessas legendas.

O PSOL também se beneficiou de uma decisão do TSE, que arredondou o percentual de votos no Espírito Santo para 1,5%, permitindo que o partido mantenha acesso ao fundo partidário e à propaganda eleitoral. A decisão impede a saída de deputados como Erika Hilton e Natália Boulos.

Enquanto isso, o PDT negocia uma federação com o PSB, e o partido Missão optou por atuar sem os benefícios da cláusula. As federações têm sido criticadas por permitir que partidos ajam de forma independente no Legislativo, o que levanta questionamentos sobre a eficácia da cláusula de barreira.