GRAMADO, RS (FOLHAPRESS) - Lançada em 1983, "Time After Time", da roqueira Cyndi Lauper, se tornaria uma das baladas românticas mais populares da história. Mas, no sertão cearense do filme "Feito Pipa", a música é cantada de avó para neto. Os versos, sobre uma relação que resiste às interpéries do tempo, se tornam uma promessa melancólica de aceitação em tempos de um Brasil dividido por valores políticos e morais.

O longa de Allan Deberton foi o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema, em setembro, para representar o Brasil no Oscar. Agora, a indicação à categoria de melhor filme internacional depende da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que divulgará a lista de pré-indicados à premiação em 16 de dezembro.

"Feito Pipa" venceu dois prêmios no Festival de Berlim, onde estreou em fevereiro, e levou o público brasileiro às lágrimas em sua primeira exibição no país, no Festival de Gramado, em agosto. O filme conta a história de Gugu, menino que joga futebol e também se maquia, dança e pinta as unhas.

Lázaro Ramos interpreta Batista, pai do garoto, que o repreende pelos gostos associados ao universo feminino. Depois da morte da mãe de Gugu, o homem se casou novamente e teve uma filha. Batista se orgulha de ser o provedor de sua segunda casa, mas se afasta desse filho que não aceita.

O R23 preparou este resumo editorial com base nas informações públicas da fonte original, indicada ao final da matéria.