O presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria pedido ajuda ao governo de Donald Trump para resolver a situação migratória de sua empregada doméstica, uma mulher nicaraguense de 33 anos. A informação é do jornal New York Post, que teve acesso a documentos do caso.

De acordo com a publicação, a funcionária Yajarlin del Socorro Fernandez teve o status legal revogado, mas continuou trabalhando para a família de Infantino por meses. O dirigente teria acionado um assessor com conexões políticas para intervir junto às autoridades federais de imigração.

Os documentos citados pelo NY Post indicam que, em janeiro de 2026, Yajarlin obteve uma nova autorização de trabalho vinculada ao Departamento de Segurança Interna. Para isso, teria sido usado um endereço supostamente falso, em vez do local onde ela realmente morava e trabalhava.

Ainda segundo o jornal, a esposa de Infantino, Leena, foi quem contratou a funcionária, antes mesmo da primeira autorização. Carlos Cordeiro, ex-banqueiro do Goldman Sachs, teria articulado o arranjo a pedido do dirigente, mas se recusou a comentar. Fifa e Infantino não responderam às perguntas do veículo.

A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027. Infantino enfrenta repercussões do fracasso de seu plano de privatizar operações comerciais da entidade.