Os eleitores de origem latina nos Estados Unidos mudaram drasticamente seu voto nas eleições de meio mandato, transferindo apoio em massa para os democratas. Segundo projeções do The New York Times, os democratas conquistaram 69% dos votos latinos para a Câmara, um salto de 28 pontos percentuais em relação a 2024.
A virada foi mais expressiva entre latinos e jovens de 18 a 29 anos. No Texas, 70% dos latinos votaram no democrata James Talarico para o Senado, uma diferença de 42 pontos a mais que na eleição anterior. Talarico, educador e seminarista, tornou-se o primeiro democrata eleito para o Senado pelo Texas em quase 40 anos.
No Kansas, 75% dos latinos apoiaram o democrata Adam Hamilton, que venceu a primeira eleição para o Senado pelo partido desde 1932. Já na Flórida, o apoio latino aos democratas subiu 20 pontos, mas a republicana Ashley Moody foi eleita. A deputada María Elvira Salazar, republicana de origem cubana, reelegeu-se por apenas 1 ponto de diferença, sinalizando o descontentamento.
Pesquisas indicam que a economia e as políticas migratórias de Trump foram os principais motivos para a mudança. O Pew Research aponta a economia como principal preocupação, enquanto a Atlas Intel destaca a imigração. O texto também esclarece que, no censo americano, brasileiros não são considerados latinos, pois o termo é associado a falantes de espanhol.






