A obra da pesquisadora Zélia Amador de Deus foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Pará. A Lei 11.744/2026 foi sancionada pela governadora Hana Ghassan e entrou em vigor na quinta-feira (29). O ato valoriza sua contribuição à cultura afro-amazônica e à luta antirracista.

Nascida no quilombo de Mangueiras, na Ilha do Marajó, Zélia fundou o Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa). Professora da UFPA, dedicou sua carreira a temas como ancestralidade, racismo e resistência.

Entre suas obras de destaque estão ‘A Teia de Ananse’ e ‘Os desafios da academia frente à Lei nº 10.639/2003’. Em 2019, foi homenageada na Feira Pan-Amazônica do Livro e a UFPA iniciou o processo para conceder-lhe o título de Professora Emérita.

Zélia faleceu em 8 de setembro de 2025, aos 74 anos. Governadora e prefeito de Belém lamentaram a perda. Artistas e admiradores também prestaram homenagens à trajetória da pesquisadora.