Os 30 partidos registrados no Brasil vão dividir cerca de R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral neste ano. O dinheiro é distribuído conforme o tamanho das bancadas no Congresso, com 2% dividido igualmente entre todas as legendas.

O Partido Liberal (PL) deve receber a maior fatia, aproximadamente R$ 880 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615 milhões. Além do Fundo Eleitoral, as siglas podem usar o Fundo Partidário, recursos próprios dos candidatos, doações de pessoas físicas e venda de serviços e eventos.

Desde 2015, o STF proíbe o financiamento de campanhas por empresas. O advogado especialista em Direito Eleitoral Alexandre Rollo defende a revisão da regra, sugerindo que empresas possam financiar candidatos de um mesmo partido, com limites em reais em vez de percentuais do faturamento.

Cada candidato a deputado federal pode gastar no máximo R$ 3,1 milhões. Recursos próprios não podem ultrapassar 10% desse total. Pela primeira vez, a regulamentação permite usar verba para combater violência contra candidatos, como contratar seguranças.

As doações de pessoas físicas são limitadas a 10% da renda declarada em 2025. Todo o dinheiro arrecadado passa por prestação de contas à Justiça Eleitoral. Em 2024, os partidos gastaram R$ 13,3 bilhões nas campanhas.