O Palácio do Planalto articula uma estratégia para minimizar impactos das recentes declarações do presidente americano, Donald Trump, que questionou sem provas a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

Em uma semana, Trump fez ao menos três afirmações sobre o tema, incluindo a classificação do pleito como "vergonha" e insinuações de fraude. Em nenhum momento apresentou dados concretos para sustentar as acusações.

Diante do cenário, o governo brasileiro decidiu evitar confronto direto com Washington. A orientação é preservar as relações diplomáticas e, ao mesmo tempo, impedir que versões falsas ganhem repercussão internacional.

Para isso, o Planalto preparou um dossiê com informações sobre a lisura do processo eleitoral, que poderá ser distribuído à imprensa e a autoridades americanas. A movimentação ocorre em meio às eleições de meio de mandato nos EUA, que podem influenciar a intensidade dos ataques de Trump.

A situação ganha contornos extras com a presença de Flávio Bolsonaro em território americano, com apoio de aliados ligados ao governo Trump, elevando a tensão na relação bilateral.