O presidente do Avaí, Bernardo Pessi, voltou a ser cobrado nesta terça-feira (4) após se recusar a falar sobre salários atrasados durante entrevista coletiva. A postura gerou críticas de profissionais que acompanham o clube e reacendeu o debate sobre a gestão financeira do time catarinense.

Antes da partida contra o Ceará, na Ressacada, um funcionário do clube revelou ter recebido apenas R$ 500 após atraso salarial. O relato, feito em tom de desabafo, ilustra a dificuldade enfrentada por trabalhadores do Avaí no fim do ano.

Perguntado sobre o tema, Pessi disse que não poderia comentar para não prejudicar o clube diante das regras do fair play financeiro. A justificativa não convenceu parte da imprensa e torcedores, que pedem maior clareza sobre as providências adotadas para regularizar os pagamentos.

Nos últimos anos, o Avaí tem recorrentemente lidado com atrasos salariais. A falta de transparência na condução do problema, segundo críticos, compromete não só a imagem do clube, mas também a confiança de funcionários e torcedores na atual gestão.